Estava só em casa naquela tarde de segunda-feira assistindo a programas melancolicos na tv, estava sem motivação, me sentindo um tanto perdido na vida, mas por outro lado em plena agitação interior, mas quem é que não tem problemas? Quem é que está sempre feliz? Todos passamos por algumas fases e situações que não vale a pena comentar ou relembrar. Enquanto eu pensava desejava mudanças... Então eu tive a ligeira impressão de que algo subitamente chegara em meu portão, olhei e não havia nada, apenas o vento que naquele momento mostrava-se agitado e brincalhão. Voltei ao mundo vazio e artificial da tv e pouco depois senti a mesma presença como se alguém estivesse novamente lá, e quando olhei atravez da porta aberta o portão da frente daí a vi chegando, vindo da rua quase deserta, rodopiando no ar, desde onde não saberemos nunca, de muito longe ou não, leve como uma pluma de borboleta, trazida nos caracois do vento, movendo-se tão viva, e sem que tocasse o chão ela entra em casa passando por baixo do portão de ferro e ainda flutuando voa por todo o corredor até chegar a porta de madeira onde eu já me encontrava em pé como se a esperasse, atônito, incrédulo e completamente maravilhado de que aquele momento mágico realmente estivesse acontecendo comigo, foi só quando ela pousou a poucos centímetros de meus pés que inclinei-me para tocá-la, e pegando-a muito emocionado fico mudo diante daquela folha de papel incrivelmente branca.
Magno.
Magno.
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